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Lançada a Revista de Arqueologia da SAB n° 23 PDF Imprimir E-mail
10-Aug-2010

ImageFoi lançada a Revista de Arqueologia da SAB volume n° 23_número 1_ Julho 2010. Apresentamos neste volume uma nova identidade visual para a Revista de Arqueologia e uma atualização das Normas Editoriais para publicação.


Apresentamos neste volume uma nova identidade visual para a Revista de Arqueologia e uma atualização das Normas Editoriais para publicação. Aliado a isso temos despendido esforços no sentido de manter a periodicidade semestral da Revista, conquista obtida pelas gestões anteriores e de grande importância uma vez que viabilizará a solicitação de recursos adicionais para garantia da periodicidade e qualidade desta publicação e, esperamos, também da melhoria e ampliação dos serviços de distribuição e acesso online da Revista. Todas estas atividades e ações estão inseridas no principal objetivo de nossa gestão que envolve a preparação da publicação para indexação e inclusão nos principais sites de acesso online a publicações de qualidade em diversas áreas de conhecimento, tanto em âmbito nacional quanto internacional. Este é um ponto que se faz urgente para a Revista de Arqueologia devido ao atual crescimento da Sociedade de Arqueologia Brasileira, às demandas enfrentadas pela disciplina no País e a situação de nossa profissão no cenário nacional.

Neste número contamos com a contribuição de seis artigos, quatro escritos por pesquisadores nacionais e dois internacionais. Os artigos de Zedeño e Anderson, Isnardis e Linke, Schaan et al abordam a relação entre os grupos humanos e a paisagem, focando as interações e alterações decorrentes de uma intervenção que se constrói mutuamente. Em todos eles vemos a importância de uma visão integrada dos elementos culturais, sociais e ambientais, que definem intricadas redes de significado construtoras de espaços sociais. Seja nas planícies da América do Norte, no centro mineiro ou no oeste amazônico, os três artigos apontam para a necessidade de integração nas análises de arqueologia regional entre os elementos do registro arqueológico e da paisagem no sentido de que ambos são parte integrante das relações sociais que ordenam e conferem significado às ações e aos comportamentos característicos de cada sociedade.

Enfocando a questão das relações sociais e sua identificação no registro arqueológico, o artigo de Escórcio e Gaspar traz uma análise de gênero nas pesquisas de Sambaquis. A partir da comparação de diversos elementos da cultura material associados aos rituais funerários documentados em diferentes sambaquis do Rio de Janeiro, a discussão acerca da relação entre cultura material e significado social e simbólico baseada em dados etnográficos e etnohistóricos e de uma caracterização e comparação dos dados arqueológicos analisados, as autoras argumentam a favor da existência de evidências acerca da complexificação social entre os grupos sambaquieiros, revendo a imagem criada sobre esta sociedade ao longo do século XX na Arqueologia Brasileira.

O artigo de Van den Bel apresenta uma caracterização de um tipo de estrutura – fossas preenchidas de pedras – muitas vezes mencionada por diferentes pesquisadores no Brasil, mas raramente descrita e publicada. Sua função, possivelmente relacionada à preparação de alimentos, sua associação com fragmentos cerâmicos e as datações obtidas apontam para características importantes na definição da ocupação do Planalto das Guianas no Holoceno Médio, reforçando a existência de locais com ocupações mais permanentes ou constantemente revisitados.

O artigo de Lima e Moraes chama a atenção para um aspecto crucial da Arqueologia Brasileira nessa primeira década do século XXI, relacionado à Arqueologia dita de Contrato ou Preventiva que tem passado por um crescimento vertiginoso no País. Além de levantar pontos fundamentais relacionados a um caso específico na cidade de Manaus, o artigo traz contribuições relevantes acerca da relação entre a prática arqueológica e a legislação vigente em termos de sua fiscalização e aplicação. Com isso abre-se o leque da discussão não só acerca da necessidade de definição de parâmetros de qualidade para realização dos trabalhos de Arqueologia, mas também para uma otimização de toda a estrutura legal vinculada à definição, aplicação e fiscalização das ações derivadas desta atividade. Neste sentido, o caso da cidade de Manaus é um exemplo do que certamente vem acontecendo em muitos outros locais do País.

Por fim gostaríamos de convidar a todos para que enviem seus artigos, resenhas e resumos de teses ou dissertações e que atualmente estamos recebendo contribuições em fluxo contínuo. No entanto, gostaríamos de salientar que estão vigorando novas Normas para Publicação e que artigos encaminhados fora dessa normas serão retornados aos autores para adequação antes de serem encaminhados aos pareceristas para avaliação. Este é um aspecto fundamental paraque consigamos garantir qualidade, periodicidade e indexação da Revista de Arqueologia, conferindo a esta publicação o papel de principal veículo de divulgação da produção da Sociedade de Arqueologia Brasileira.

 

Fonte: EDITORIAL - Lucas Bueno - SAB/ Edição: Pedro Gaspar - Sabnet

 

Atualizado em ( 12-Aug-2010 )
 
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